terça-feira, 22 de setembro de 2020

Outono

CHEGOU O OUTONO




Uma borboleta amarela

Ou uma folha seca

Que se desprendeu e não quis pousar?

Mario Quintana



sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Jardins Históricos

                          Jardim do Museu Nogueira da Silva

O Museu Nogueira da Silva fica na Avenida Central de Braga.

Foi a casa do fundador e dono da Casa da Sorte, António Augusto Nogueira da Silva que em 1975 doou à Universidade do Minho a sua casa, jardim e um significativo conjunto de obras de pintura, escultura, mobiliário, ourivesaria, vidros, tapeçaria, tecidos e porcelanas.

O jardim, situado na parte de trás da casa  foi uma agradável surpresa.

De inspiração francesa, este espaço verde tem canteiros rodeados por buxo. Ao fundo destacam-se as magnólias rodeando uma fonte barroca originária de uma antiga quinta de Gualtar. Podem admirar-se obras de cerâmica de Jorge Barradas, painéis de azulejos do século XVII, (feitos na Holanda e que vieram de um palácio)…




















Merece destaque a escultura de Apolo e Dafne, réplica do século XIX, de um original de Bernini.



                    Cópia da fonte de São Bento do Mosteiro de Tibães

 


Visitámos este jardim em 2014. 

Guardamos boas recordações dessa visita e pensamos voltar!

Neste jardim existe desde 2019 uma cafetaria, “O Jardim do Chá”, onde se podem saborear ou comprar chás da marca Camélia (parceria com a única plantação de chá que existe em Portugal Continental).

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Jardins Históricos- Monserrate

Parque de Monserrate

Foi há sete anos que visitámos o Parque e o Palácio de Monserrate pela primeira vez (e única até agora).

Como a nossa memória é uma máquina de viajar no tempo, é muito bom reviver esse passeio.
Hoje não seria possível fazê-lo da mesma forma. 
Tudo mudou, em nós e num mundo que julgávamos minimamente estável e seguro.
Vivemos outra realidade mas é bom recordar momentos em que fomos tão felizes e sabíamos disso!
Por isso os aproveitámos bem.

A visita foi feita, com um grupo de amigos, em pleno Verão de 2013.
Começou na zona de merendas (que fica em frente do portão do parque) onde fizemos um delicioso piquenique! 

Nos dias de hoje já não poderíamos, se calhar, nem sequer usar a zona de merendas!

Este belo parque que integra  uma vasta e maravilhosa colecção de milhares de plantas (algumas agrupadas em vários jardins), lagos, cascatas, ruínas fingidas...
Até chegar ao palácio lá bem no alto da colina, há um mundo verde para  descobrir e contemplar...
Em cada estação do ano, o parque transforma-se e merece uma visita.
Temos a certeza de que se lá voltarmos haverá muito mais para descobrir.

Foi este o nosso percurso que demorou várias horas.
Arco de Vathek
Arco em pedra atribuído a William Beckford, cuja designação remete para o nome do personagem principal do seu famoso romance, Vathek.






Cascata de Beckford
Cascata artificial atribuída a William Beckford.

Hipocrene
Lago com a designação de uma fonte lendária da Grécia Antiga.



Vale dos Fetos
Notável coleção de fetos-arbóreos disposta num vale com singulares condições climáticas.













Capela 
Falsa ruína da autoria de Francis Cook, criada a partir da capela edificada por Gerard de Visme em substituição da antiga capela de Nossa Senhora de Monserrate.
Engolida pela vegetação, a ruína é já indissociável da árvore-da-borracha-australiana.
Aqui a pedra e a planta são uma só!













Ao longo do percurso pudemos maravilhar-nos com árvores centenárias, verdadeiras obras de arte da Natureza.



Lagos

Esta zona de grande beleza é formada por vários lagos com profundidades e temperaturas diferentes, criando condições para o desenvolvimento de uma colecção de plantas aquáticas exóticas.



















Desde o palácio até à margem do lago, estende-se um imenso relvado.
Este local proporcionou-nos bons momentos de descanso e contemplação.




Jardim do Japão
Coleção da qual se destacam os bambus e as camélias (que nesta altura não estavam em flor).


 Jardim do México
Área com cerca de 5 mil metros quadrados e 3.500 plantas de 11 famílias, é a zona mais quente e seca de Monserrate graças ao desvio da linha de água para a encosta. Reúne coleções de plantas de climas quentes onde se destacam palmeiras, yuccas,  agaves e cicas.















Roseiral

Coleção de variedades históricas de roseiras dispostas no vale.
Após restauro integral, em 2011,  foi inaugurado pelo Príncipe de Gales e a Duquesa da Cornualha.   
  







A nossa visita, por ser  no verão,  não foi a altura mais propícia para vermos as rosas.
 Mas outras plantas, como o acanto e as alcachofras  em flor, coloriam a encosta.





Relvado
Foi o primeiro relvado plantado em Portugal, apresentando uma extensão notável e uma superfície de dupla curvatura singular que exigiu um criativo sistema de rega.
Subir o relvado até ao palácio exigiu algum esforço para os dois maiores de sessenta.
Os restantes elementos do grupo, mais jovens, levaram menos tempo...


Todos chegámos a bom porto, neste caso ao belo palácio, só que com uma ligeira diferença de tempo!
O palácio combina influências góticas, indianas e sugestões mouriscas, bem como  motivos exóticos e vegetalistas que se prolongam harmoniosamente no exterior.



 Da visita ao palácio recordo:
Atrio principal 
A fonte de alabrastro, a estátua e a magnífica cúpula.




Uma exposição sobre a Biodiversidade do Parque, numa das salas do primeiro andar.

Sala de música
Fomos levados até lá pela música que ecoava pelo palácio. Sentada ao piano, numa bela sala , tocava uma artista cujo nome desconhecemos.

Biblioteca
Esta era a porta da biblioteca que não estava visitável...

Corredores ricamente ornamentados 

Cozinha


Antes de sair do palácio reparei na escultura original da Quimera (criatura mitológica que introduz a ideia de fantástico) 

Lembro-me melhor dos jardins do que  do interior do palácio...
As salas estavam desprovidas de mobibiário. 
Os corredores eram longos e muito ornamentados, destacando-se as colunas de mármore rosa.
Mas era preciso mais tempo para observar e reter tantos pormenores.
Os espaços exteriores à volta do palácio estavam bem cuidados.



Quem sabe se um dia voltaremos a este local  e criaremos outras e também felizes recordações...

Mena

As informações sobre o percurso foram recolhidas do folheto e mapa " Parque e Palácio de Monserrate" elaborado por  Parques de Sintra -Monte da Lua.


"O Parque e Palácio de Monserrate foram classificados como Imóvel de Interesse Público em 1975, integrando-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995."