Este museu fica situado em Moura na Rua da Vista Alegre, num edificio recuperado, onde já funcionou o quartel dos bombeiros.
Vindos do Castelo descemos a ladeira, viramos à direita, passamos uma bela fonte e ao fundo da rua lá está o MUSEU ALBERTO GORDILLO.
Inaugurado em 2011, este Museu de Joalharia Contemporânea guarda 226 obras de arte que o artista Alberto Gordillo doou ao município de Moura.
Dessas magníficas obras de arte estão rotativamente em exposição cerca de 50 .
Alberto Gordillo, escultor e joalheiro, nasceu em Moura em 1943.
Foi para Lisboa com 12 anos para aprender ourivesaria com um tio.
Datam dos finais dos anos 50 as suas primeiras jóias modernas.
A utilização de novos materiais e técnicas fez com que fosse considerado o pioneiro da Joalharia Moderna Portuguesa.
Artista muito premiado e com inúmeras exposições realizadas, continua a ser uma referância na joalharia contemporânea.
A sua 1ª exposição de joalharia moderna foi realizada em 1963.
Realizou, até agora, 60 exposições individuais e participou em cerca de 250 colectivas.
O artista utliza nas suas obras de joalharia contemporânea materiais variados como prata, latão, pedras semipreciosas (ágata, lápis lazuli, ametista...) e ainda materiais acrílicos, parafusos, fios eléctricos e madrepérola.
Até aos dias de hoje, Alberto Gordillo continua a imaginar e produzir as suas obras de arte de joalharia e escultura.
Junto de cada peça ou fotografia, encontra uma descrição da peça e as técnicas e materiais utilizados.
Ex:
COLAR DE LATÃO- latão, mármore em bruto e parafusos. Executado nos finais dos anos 50 (2ª do lado direito).
COLAR - latão e fio preto. Executado no início dos anos 60 ( 2ª do lado esquerdo).
COLAR TEIA (fotografia)- jóia de alta joalharia, idealizada e executada em 1973 por Alberto Gordillo, com 300 gramas de platina e 150 brilhantes. Esta jóia esteve exposta no Museu do Traje e na Bolsa de Diamantes de Londres, onde foi vendida (3ª do lado esquerdo).
De acordo com o artista,"a joia contemporânea não vive de valor material, mas de valor artístico" e, por isso, "pode ser feita com pedras da rua, com metais preciosos ou parafusos", acrescentando que as joias da sua coleção "são como um espetáculo" para exibição e "não para usar" como um adereço.
Mas eu resolvi pedir algumas jóias emprestadas e enfeitar-me virtualmente com elas! A dificuldade esteve apenas na escolha já que são magníficas obras de arte que se podem usar temporariamente.
Sabemos que o artista se encontra com alguma frequência em Moura no seu atelier situado no primeiro andar do museu mas não tivemos o prazer de o encontrar.







