sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Vidigueira

Museu Municipal

Num destes sábados de Outono  com o sol  a brilhar num céu azul,  juntou-se um grupo de amigos e fomos  visitar o Museu Municipal de Vidigueira.


"O Museu, inaugurado em 2004, encontra-se instalado no espaço da antiga escola primária Vasco da Gama, recuperado e adptado a espaço museológico.
O espaço expositivo do Museu Municipal de Vidigueira organiza-se em dois núcleos de leitura independente, em que o primeiro retrata a história do ensino primário no concelho desde 1883 a 1991 e o segundo oferece uma visão do quadro económico, social e cultural vidigueirenses da primeira metade do séc. XX, através dos ofícios, comércio, agricultura e pequena indústria, representados em ambientes temáticos." 

Fomos muito bem recebidos e foi feita uma  explicação detalhada sobre o edifício e o museu.
Ficámos  a saber a origem da construção do edificio, as suas várias funcionalidades ao longo do tempo, até chegarmos ao presente...
Depois fizemos uma visita livre aos vários núcleos do museu.

"... o primeiro núcleo relata  a história do ensino primário no concelho de Vidigueira, centrado numa sala de aula e no seu espólio material e documental."
Para dizer a verdade, senti-me fazendo parte do Museu, já que a minha sala de aula foi quase igual! Lá estavam a ardósia, o lápís de pedra, a caneta de aparo, o tinteiro, as carteiras iguais àquela onde me sentei durante quatro anos...


"Entre os dois núcleos principais existe uma sala intermédia que simboliza a divisão dos mundos masculino e feminino, iniciada nos bancos da escola que um muro dividia cerrando horizontes, num contexto social em que “a casa era para as mulheres” e o universo masculino desconhecia fronteiras.
Do mundo e do saber masculinos falam os núcleos profissionais que representam, em objectos , uma sociedade rural ensaiando os primeiros passos de industrialização.
A agricultura, o comércio local, ofícios e a pequena indústria reconstituem, em pequenos núcleos, a sociedade videigueirense  da primeira metade do século XX."




O espólio do museu é bastante variado e foi, na sua maioria, oferecido.
Aqui podemos obervar objectos e utensílios que fizeram parte do quotidiano até  aos meados do século XX e  mesmo  até mais tarde!


O núcleo representativo das antigas actividades económicas do concelho é bastante rico e pormenorizado.
Nele podemos observar a reconstituição de uma barbearia, uma mercearia, o alfaiate,   o  sapateiro, transportes como o chorrião, alfaias agrícolas, trajes, representações de momentos da vida dos trabalhadores agrícolas e muitas outras recriações que merecem uma visita atenta e pormenorizada.
Cada um de nós fez a sua viagem ao passado, à sua infância e adolescência, à casa dos pais ou avós, pois nada daquilo nos era totalmente desconhecido mas já desaparecera da nossa terra há anos (não muitos), sem que ficassem vestígios ... 
Foi grande a grande partilha de vivências que esta visita nos proporcionou!

 barbearia

merceria
Lembro-me perfeitamente destas  mercearias!
Vendiam desde azeite, massa, arroz , feijão, tecidos, loiças e até as cobiçadas canetas de tinta permanente que tive na quarta classe! E rebuçados de meio tostão que comprava uma vez por semana com a semanada que o meu avô paterno me dava ! Era um cartucho cheio para repartir com as minhas irmãs que compravam chocolates ou castanhas piladas e íamos para  a troca! Dez tostões davam para comprar muita guloseima e ainda fazíamos um mealheiro para comprar  livros (a semanada era de  dois escudos e cinquenta centavos para cada uma das cinco netas)! Para nós, era  uma pequena fortuna!
 em adulta, ainda fiz compras em mercearias semelhantes, em algumas das localidades onde vivi!

sapateiro

fabrico de azulejos

alfaiate

O azeite e o vinho estão, desde sempre, ligados ao património e economia de Vidigueira 

Muito há para descobrir e apreciar na visita ao Museu Municipal de Vidigueira e o melhor é mesmo ir até lá!
Mena

                                       
Além das exposições permanentes há exposições temporárias como a que pudemos apreciar (autora Bela Filipe).





Nota : as informações em itálico foram recolhidas do folheto disponibilizado pelo museu e 
em  http://www.patrimoniocultural.gov.pt/museu-municipal-de-vidigueira

As fotografias são de nossa autoria R&M

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Olhares

 O louva-a-deus e o gato Mio!

O sol da manhã de Outono brilhava e apetecia mesmo passear um bocadinho no quintal da mana mais velha. Lá fui olhando bem para onde ponho os pés que isto de andar a olhar para o ar já não vai sendo muito seguro para a minha idade! 

E foi assim que descobri o louva-a-deus fêmea, imóvel, aquecendo-se ao sol.



Olhei-o de um lado, olhei-o do outro lado e juro que o insecto virou a cabeça e também me olhou. 

Esteve imóvel algum tempo. Depois com um andar lento e hesitante  começou a mover-se na direcção do canteiro cheio de plantas verdes. 

Entretanto apareceu o Mio. Gato curioso e disposto a caçar o louva-a-deus que tentava a  custo subir o pequeno muro do canteiro. O louva-a-deus parecia olhar para mim a pedir ajuda! Ou seria uma posição de ataque?

Tive que afastar o Mio e pegar num pauzinho para ajudar o louva-a-deus a subir e por-se a salvo das garras e dentes do gato.  O Mio bem espreitava para o meio da erva-príncipe mas o louva -a- deus estava já bem camuflado.


Eu sei bem que estás aí!

Não sei se fiz bem em intervir na ordem natural das coisas...
Tenho a certeza que o louva-a-deus fêmea não vai ter contemplações quando encontrar o louva-a-deus macho ... 
Mas isso é lá com eles!

Mena



quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Escola Primária

 Outros tempos...

Recentemente visitámos um museu, na Vidigueira, onde está recriada uma sala de aula da Escola Primária de há mais de um  século e que cuja composição e mobiliário se mantiveram quase inalterados até há pouco mais de três dezenas de anos.

Quando frequentei a Escola Primária, há bem mais de meio século, a sala de aula era muito semelhante.

E avivaram-se as memórias da minha passagem pela Escola Primária.

Lá estavam as carteiras duplas, o tinteiro para molhar a caneta de aparo  (e já na quarta classe, para encher a caneta de tinta permanente), o papel mata-borrão para secar a tinta em excesso do ditado ou cópia feita no caderno de duas linhas
Só a partir da 2ª classe é que tínhamos direito a usar caneta de aparo!
Antes disso, aprendíamos a desenhar as letras na ardósia, com o lápis de pedra e depois quase no fim da primeira classe passávamos para o caderno e lápis.

O uso da ardósia era um problema, pois as letras desenhadas  com tanto cuidado no trabalho de casa, várias vezes, desapareceram misteriosamente durante a noite. Da ardósia escorriam gotas que água (resultado da condensação do vapor de água dentro da mala) que não eram nada comparadas com as lágrimas que chorava ao pensar no que me iria acontecer ao chegar à escola, pois a professora não era para graças e eu ainda não tinha experimentado o peso da régua que já vira descer nas mãos de muitas companheiras... Salvou-me a minha querida mãe que secava muito bem a ardósia e me ajudava a refazer o trabalho. 

Agora recordo outro desastre mas este foi na pintura. No caderno de desenho tínhamos que fazer um desenho sobre a Primavera e eu desenhei as árvores cheias de folhas, flores, aves e duas ou três nuvens no céu. Na hora de pintar entrou em acção a minha preciosa meia dúzia de lápis de cor mas com a luz do candeeiro a petróleo, o azul e o verde foram trocados.

Quando mostrei o desenho à professora, à luz do dia, as folhas das árvores eram azuis e o céu estava pintado de verde. Fiquei tão assustada mas nesse dia só me calhou um ralhete. O que me salvou foram as flores e as aves cheias de cores! 

Depois, um dia, tive a sorte de ter uma caixa com dúzia de lápis de cor (um luxo) de prenda do Menino Jesus que não havia cá Pai Natal. Não poupei os lápis nas pinturas, fazendo trabalhar bem o apara-lápis, para estarem sempre afiados!

A régua de que me lembro era bem mais pequena do que a desta fotografia.
As reguadas estavam guardadas para quem errava as contas, os problemas ou dava mais de quatro erros e  três quartos no ditado... 

O mais perto que estive de levar uma reguada foi por causa dos Mandamentos da Santa Madre Igreja! 

Estava na quarta classe. Tínhamos aula de religião uma vez por semana e os mandamentos e orações tinham que estar na ponta da língua. Tão bem decorados como a tabuada, as preposições, advérbios (de modo, de tempo, de lugar), a conjugação os verbos, as linhas férreas, medidas de capacidade, de peso, de volume...

Ficou-me quase tudo arquivado na memória e ainda hoje sei de cor, muito do que aprendi e só mais tarde percebi para que servia (ou não).

Mas voltemos aos mandamentos! O sr. Padre naquele dia perguntou os mandamentos todos e várias orações. Houve muito engasgamento e falhas de memória. A mim calharam-me os Mandamentos da Santa Madre Igreja! 

Creio que são cinco e eu acertei quatro e meio! 

Depois do sr. Padre sair, a professora deu uma reguada por cada mandamento em falta ou oração não decorada e quando chegou à minha vez, disse-me "ficas para a próxima, já tens metade guardada"! 

Se há Deus, Ele que  lhe perdoe que eu não esqueço tanta reguada! Mas saliento que o sr. Padre não teve culpa nenhuma do castigo e até era boa pessoa.

Eu tinha sorte em ser boa aluna mas doíam-me as reguadas que outras meninas levavam e, sempre que podia, deixava copiar os problemas e as contas e a professora nunca me apanhou !!!!!!!!!!   Durante os períodos de cópia ou de resolução de problemas havia alguma acalmia na vigilância e a professora  sentava-se e fazia crochet ou renda. Não me lembro bem mas pareciam-me meias feitas com várias agulhas! E naquela meia hora de silêncio e paz, eu arranjava sempre uma maneira de passar  escritinhos para a colega da carteira de trás ou  do lado...

As competências treinadas  na escola desse tempo eram a leitura, a escrita e o cálculo. Era assim! Teve aspectos negativos e outros positivos...

Com seis anos, na primeira classe, em três meses aprendi a ler correctamente e depois do Natal  passei para a segunda parte do livro de leitura onde havia textos completos. Nessa altura, todos  os dias fazia uma cópia geralmente em casa, lia  a lição em voz alta,  ao pé da professora e mais tarde ( já na 2ª classe) fazíamos um ditado da lição estudada. Fazíamos redacções sobre temas variados mas não gostava muito da parte da ilustração, pois não era (sou)  muito prendada para o  desenho... Gostava mesmo era de ler e de resolver problemas daqueles complicados que já metiam áreas, perímetros ou volumes! E de ir ao mapar viajar, de Faro a  Miranda do Douro, pelas linhas férreas e ramais que hoje já não existem....

A capacidade de memorizar era largamente favorecida. Já a compreensão do que aprendíamos e a aplicação dos conhecimentos não era muito valorizado e no fundo acabava por depender de cada um de nós. Mas que a minha  memória ficou bem desenvolvida e fornecida de dados, isso ficou!

Os intervalos eram tão bons! Cheios de jogos, canções e explorações no terreno da escola cheio de amoreiras e flores silvestres! Lembro-me tão bem! 

As folhas de amoreira eram colhidas para alimentar os bichos-da -seda que eram preciosamente guardados numa caixa de sapatos. E ali víamos, sem saber, acontecer o milagre da metamorfose...

A nossa memória é mesmo uma máquina de viajar no tempo!

Soube há pouco tempo que a minha antiga  escola primária , há muito desactivada, vai dar lugar a uma casa mortuária com duas capelas. Uma em cada sala de aula.
Depois das vozes e dos risos das crianças vamos ter o choro dos vivos e o silêncio dos mortos! 
Tudo se transforma mas as amoreiras, por enquanto, ainda lá estão!

Mena



quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Olhares

 Os olhos do Gafanhoto!


         Ele olhou para mim com dois dos seus cinco olhos!

Eu olhei para ele ...

E pensei...

 Que lindos olhos castanhos às riscas!

Imóveis, eu e o gafanhoto, por alguns longos minutos.

E ouvio-o resmungar. 

"Quem é esta humana horrosa a olhar para mim!

Saí dali a correr e mirei-me no espelho.

O gafanhoto pode ter cinco mas deve ter falta de vista!

E eu também já vejo mal...


Mena


sábado, 2 de outubro de 2021

Outono

 Este dia de Outono passou depressa

Entre o nevoeiro e o cinzento da manhã 

E uma tarde em que o sol rasgou as nuvens 

 avivou as cores ainda verdes das folhas das árvores 

e o tapete colorido de folhas secas no chão ficou mais estaladiço.

A noite é longa e fria 

Passa devagar.

Mas na verdade, não é o tempo que passa

Nós é que passamos pelo tempo.

Também é Outono em mim!

Mas não desisto das manhãs de Primavera...





Mena





quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Árvores

 Albízia

São vários os nomes vulgares por que é conhecida esta árvore: árvore-de-seda, acácia-persa, mimosa...

Aliás é "prima " das acácias australianas. Pertence, tal como elas, à Família Fabaceae.

 O seu nome científico é Albizia julibrissin Durazz. 

Julibrissin significa flores de seda, em persa.

Albizia vem do nome do naturalista  Filippo degli Albizzi responsável pela introdução desta planta na Europa no século XVIII. 

Originária da região que vai desde o Irão até à China, esta árvore ornamental rapidamente se espalhou pelo mundo. 



Árvore de crescmento rápido, pode atingir até 15 metros de altura.



As suas flores não têm pétalas. Exalam um perfume suave que, de Junho a Setembro,  atrai abelhas  e borboletas.



De vez em quando o vento forte agitava os ramos das árvores e tornou difícil focar as fotografias.
Os ramos dançavam ao sabor do vento e os meus cabelos esvoaçavam também...

Havia frutos caídos no chão (vagens que contêm sementes impermeáveis).  Das sementes libertadas aconteceu a renovação da vida para esta espécie que, para se desenvolver, pouco mais pede que luz, algum calor  e água. Em troca dá-nos tanto!

Produz oxigénio, sombra e ainda nos encanta com a sua beleza...

Daqui a uns anos quando esta pequena planta for uma árvore "crescida", como estará este mundo que não é só nosso?

Será que continuaremos a lutar contra o mundo dos seres micoscópicos naturalmente existentes ou fabricados?

Será que os desastres ambientais, sempre existentes mas agora acelerados pela actividade humana, terão levado a que todos tenhamos adotpado comportamentos diferentes, ou continuaremos a caminho do desastre anunciado até a Terra  se livre desta "espécie invasora? 

Mas não posso só falar das árvores e da beleza das flores! E não quero falar mais dos vírus!

Neste Mundo com vários mundos dentro, em nome do poder, do dinheiro ou de um deus, muitos estão  a voltar à idade das trevas, outros nunca de lá saíram ...

Sorte a minha de ter nascido aqui (apesar de muito ainda estar por fazer e mudar)! 

Não é sorte existir e ter voz. É um direito.  Poder rir, cantar, correr e dançar... Sair na rua, vestir o que me apetecer,  olhar nos olhos dos outros e o mundo à minha volta.

Mas dói-me que a dor que apenas adivinho em tanta gente!

Há "coisas" piores que os vírus!

Mena  

sábado, 10 de julho de 2021

Afinal havia outra....

Surpresas!


A surpresa aconteceu no final de Maio!

Tinha caído uma chuvinha mansa  e deu-me para passear no quintal da mana mais velha. Gosto do cheiro da terra molhada e do efeito das gotas de chuva nas plantas e nas teias de aranha.

Mal sabia eu o que ira descobrir...

Na planta da arruda estava um lagarta linda e bem gorducha!

Coberta de gotas de chuva, tratava de comer as folhas verdes e viçosas sem grande preocupação de se esconder! As suas cores são um sinal de perigo para possíveis predadores, além de outras "armas" de que dispõe. Durante três dias fui espreitando as folhas da arruda para ver se a lagarta ainda lá estava.


Ao fim do terceiro dia descobri que afinal havia outra
Não era uma, eram duas lagartas de borboleta cauda-de-andorinha.
( O que é que estavam a pensar?)
Durante mais alguns dias fui vigiando as lagartas que estavam cada vez mais bonitas e luzidias! Depois, uma manhã, desapareceram sem deixar rasto.
Penso que foram construir o seu casulo a coberto de plantas maiores  que há por ali ou esconderam-se tão bem na arruda que não as vi!

Se tudo correr bem, a metamorfose vai completar-se e irão aparecer duas lindas borbletas cauda-de-andorinha. Com sorte, pode ser que ainda as veja a voar por ali.
Estas são fotografias de borboletas-cauda-de-andorinha de anos anteriores. 

Este ano só vi duas borboletas desta espécie a voar mas não consegui fotografá-las. A máquina tem pouco zoom, tinha de ficar perto e ao menor movimento elas fugiam. Muitas fotografias ficam desfocadas pois mesmo a alimentar-se bate as asas com frequência.

As borboletas cauda-de-andorinha alimentam-se de néctar das flores coloridas de plantas variadas como trevos e cardos mas todas as que consegui fotografar estavam a alimentar-se nas flores de várias espécies de  lantana. A borboleta irá por os seus ovos nas plantas preferidas pelas lagartas, a arruda, o funcho e outras umbelíferas. Assim, cerca de uma semana depois, quando nascerem, as lagartinhas só têm de comer e crescer! As pequenas lagartas, à medida que crescem, vão mudando de revestimento e demoram cerca de um mês até ficarem bem desenvolvidas. Depois param de se alimentar e começa a grande transformação... 

A metamorfose completa  deste insecto ( ovo, lagarta, crisálida e borboleta/insecto adulto) é, para mim, uma das maravilhas da Natureza!

As fotografias seguintes são de 2009, fazem parte de uma série de vinte e para as conseguir estive meia hora ao sol, imóvel e escondida no meio da lantana (que me fazia uma comichão horrível).  Mas acho que valeu a pena!




A borboleta-cauda-de-andorinha é uma borboleta diurna que pode atingir de 6 a  8cm de envergadura, sendo uma das maiores borboletas diurnas de Portugal (creio que a maior é a borboleta-do-medronheiro).
O seu nome científico é Papilio machaon

Cada vez vejo menos borboletas nos quintais, nos campos ou jardins. São uns insectos tão belos e com um papel muito importante na polinização.
Embora a borboleta-cauda-de-andorinha seja frequente em Portugal corre sérios riscos, devido ao uso de herbicidas e sobretudo pela destruição dos habitats.

A vida da borboleta é curta mas muito intensa!
Será que quando  tem asas,
Se lembra de ter sido lagarta?
Voa de flor em flor 
Baila com o vento
Até que as suas asas começam a desfazer-se...
A vida é tão breve!

Mena