quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Bolhas de sabão

Equilíbrios no azul

Desde criança que tenho um fascínio por bolhas de sabão. Nessa altura, há mais de sessenta anos, era uma brincadeira bem divertida que começava por arranjar e cortar  um colmo de caniço e limpar o tabique para ficar um tubo maior. Depois tínhamos que fazer o preparado com água, sabão azul ou (outro) e juntar uma pitada de açúcar. Bem misturado, estava pronto para se começarem a fazer as bolhas de sabão...


Um destes dias deu-me para voltar a fazer bolhas de sabão!

Fiz vários aros com arame de tamanhos variados e pesquisei uma receita na internet:água, detergente da loiça, glicerina e açúcar  em determinadas proporções. Levei tempo a acertar no preparado... 

Depois de tudo pronto, diverti-me a fazer as bolhas de sabão com o aro de metal na mão esquerda e a fotografá-las com a máquina na mão direita. 

Não deixamos de brincar por sermos velhos, envelhecemos porque nos esquecemos ou temos vergonha  de brincar!

O céu azul ou com nuvens, a parede branca de cal, o sol e algum vento deram origem a esta série de equilíbrios no azul.




















 


















As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,

Amigas dos olhos como as coisas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.

Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer coisa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente

O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro





Descobr tempo que  se vende o líquido para fazer bolhas de sabão já pronto e também os modelos de aros de tamanhos variados! Pode ser mais fácil mas não sei se será o mesmo!

Mena

sábado, 5 de outubro de 2019

Outono


Chega o Outono e o montado veste-se de cor-de-rosa com a beladona bastarda em flor!



Também para nós, maiores de sessenta, é Outono nas nossas vidas!