sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Açores

Já fomos aos Açores!


Foi  já depois dos sessenta anos que tivemos oportunidade de conhecer um pouco dos Açores!
 Só visitámos duas ilhas mas pela amostra, valem bem o título de Ilhas Maravilhosas.

 Lagoa das Sete Cidades

Esta lagoa situada na ilha de São Miguel, na freguesia das Sete Cidades, é o maior lago de água doce dos Açores. Fica situada na cratera de um vulcão adormecido com cinco quilómetros quadrados de diâmetro. Parece formada por duas lagoas que apesar de unidas, têm cores diferentes! Uma é azul e a outra é verde.





Conta a lenda que uma linda princesa (as princesas terão que ser sempre lindas e de olhos azuis!!!???) conheceu um pastor, nos seus passeios pelos campos da ilha. 
Apaixonados, encontravam-se todos os dias... Até que o rei soube e proibiu este romance, concedendo à princesa um último encontro para se despedir do pastor.
Na despedida, os apaixonados choraram tanto que das suas lágrimas nasceram duas lagoas: a lagoa azul das lágrimas derramadas pelos olhos azuis da princesa e a lagoa verde das lágrimas dos olhos verdes do pastor!
E as duas lagoas ficaram juntas para sempre!
Dizem as más línguas que como a lagoa azul é maior do que a lagoa verde, a princesa terá chorado mais, de desgosto de amor, do que o pastor...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Rio de Onor


Aldeia de Rio de Onor

Esta aldeia foi eleita a sétima maravilha na categoria de "Aldeias em áreas protegidas" (2017). É uma aldeia raiana do concelho de Bragança com 44,16 km² e 76 habitantes.





 O casario dispõe-se em duas ruas principais que ficam paralelas ao rio.


A Igreja Matriz fica logo quase à entrada. É só passar  a ponte  e seguir pela rua empedrada...







As ruas são empedradas e as casas construídas maioritariamente com xisto.

















Há muitas casas abandonadas mas também há algumas a serem restauradas de acordo com a tipologia e materiais da região.





As casas tradicionais são compostas por dois andares:no primeiro andar mora a família e no andar de baixo fica o gado e guardam-se os cereais e os produtos da terra.





 As aldeia pareceu-nos quase deserta e o silêncio chegava a ser incómodo. Apenas alguns sinais nos fizeram pensar que ali vivia gente: a roupa  a secar nos varais, alguns automóveis estacionados e as plantas em flor que enfeitavam algumas varandas e entrada das casas.

Na nossa breve visita pela aldeia, avistámos  quatro habitantes.


O rio Onor é presença constante que marca a vida das gentes e embeleza a aldeia. 





Para além das nossas vozes, o cantar da água e das aves foram a nossa companhia nesta viagem pela aldeia... Nem cão, nem gato se vislumbraram!



"Rio de Onor é atravessada a meio pela fronteira internacional entre Portugal e Espanha, sendo para efeitos oficiais a parte espanhola distinguida como Rihonor de Castilla, e sendo ambas as partes conhecidas pelos seus habitantes como "povo de acima" e "povo de abaixo", não se distinguindo assim de facto como dois povoados diferentes." 


Este castanheiro, já bem sénior, fica na fronteira com  Espanha

 O nosso grupo de seniores,em 2015,com um pé em Portugal e outro em Espanha!



Vamos ficar com a ilusão de que Rio de Onor “subsiste ainda como aldeia comunitária. Este regime pressupõe uma partilha e entreajuda de todos os habitantes, nomeadamente nas seguintes formas: partilha dos fornos comunitários; partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar; partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários”…
Não sabemos se teremos oportunidade de voltar a Rio de Onor!
À medida que os anos passam, as distâncias parecem ficar maiores e mais difíceis de vencer, mesmo bem acomodados e a viajar em grupo. Num país tão pequeno, a certa altura fica tudo tão longe e os mais de 600 km até lá, são muitos km! Quando saímos do autocarro,  a um doíam-lhe os joelhos, ao outro doía-lhe a coluna e em conjunto doía-nos tudo, menos a alma! Mas o interesse e entusiasmo de conhecer a aldeia eram grandes!
Valeu a pena esta visita que foi muito breve para o que havia para desfrutar...
Ficou ainda muito por ver e sobretudo por conhecer das  gentes e costumes de Rio de Onor!
Mas, se calhar, já nada é como era: em Rio de Onor e em nós!

"Todo o mundo é composto de mudança".