segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Plantas silvestres - Medronheiro

Medronheiro

Arbustus unedo L.
O medronheiro é um arbusto vivaz (que pode viver mais de cem anos), de folha persistente, que atinge facilmente um porte arbóreo, chegando aos 4 ou 5 metros de altura.

Encontra-se com frequência  no estado silvestre, sobretudo nos matagais mediterrânicos, preferindo solos ácidos.  É uma planta  cuja floração acontece ao mesmo tempo que os frutos do ano anterior amadurecem. Este contraste entre as cores das folhas, frutos e flores, faz com que este arbustos seja considerado uma planta ornamental e frequentemente cultivado em parques e jardins.
Os seus frutos, os medronhos, têm várias utilizações sendo de destacar o fabrico de aguardente, licores e compotas. A certificação biológica e venda dos medronhos já é uma actividade económica interessante. 
Unedo significa um e mais nenhum e tal designação é uma espécie de aviso e deve-se ao facto de os seus frutos maduros conterem muitos taninos e, comidos em excesso, poderem provocar uma ligeira intoxicação!
Mas a importância do medronheiro vai muito para além da utilização que os humanos lhe dão e das propriedades alimentares ou medicinais que reconhecem  a esta planta... 
O medronheiro faz parte de um ecossistema e é importante para as abelhas (que polinizam as suas flores e delas extraíem o pólen)) e para  a continuação da existência da borboleta -do-medronheiro. 
 Esta borboleta, (a maior borboleta diurna da Europa) deposita os seus ovos no medronheiro e as suas larvas alimentam-se das folhas desta planta.                                                                             fcgc

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018

Ano Novo

2018


O Tempo

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial.  Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.


Aí entra o milagre da renovação 
e tudo começa outra vez, com outro número

e outra vontade de acreditar

que daqui para diante tudo vai ser diferente.

Para você, desejo o sonho realizado,

o amor esperado,
a esperança renovada.



Para você, desejo todas as cores desta vida,
todas as alegrias que puder sorrir,
todas as músicas que puder emocionar.



Para você, neste novo ano,
desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
que sua família seja mais unida,
que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas...
Mas nada seria suficiente...



Então desejo apenas que você tenha muitos desejos,
desejos grandes.
E que eles possam mover você a cada minuto
ao rumo da sua felicidade."


(Carlos Drummond de Andrade)



sábado, 30 de dezembro de 2017

Ano Novo 2018

Ano Novo

Neste ano que termina, temos muito que agradecer pelo que a Vida nos deu, pelo que vivemos juntos, pela Família  e pelos Amigos!


Não há resoluções especiais para 2018!
Não vale a pena estar a contar doze passas de uva e inventar doze intenções/pedidos/desejos que não significam nada... Ao fim da sétima passa já não se sabe que "intencionar" mais!
O importante é valorizar (cada vez mais) o que fazemos com o tempo que  temos e deixar  a Vida acontecer!



















RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Poema de Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Outono

Outono, com fim anunciado para amanhã!

Neste tempo inventado pelos Homens para contar a sua existência finita, dizem que o Outono acaba amanhã! 

Não sei se o Outono sabe disso...

O ritmo do Planeta tende a ajustar-se às alterações que nele se produzem e as quatro estações do ano de que me lembro, há mais de meio século atrás, já não estão assim tão definidas!

Hoje é Outono, o sol brilha, a temperatura está amena.

Algumas árvores ainda nem sabem que o Outono vai acabar com hora marcada! Outras, como esta olaia pensam que deve ser quase Primavera e tratam de investir nas flores que se misturam com as folhas vestidas de Outono!

 E o sol que, no seu caminho pelo universo, marca o ritmo do tempo e das estações do ano, vai "dormir" sossegado sem se preocupar se amanhã ainda será Outono...


Amanhã é outro dia!

As fotografias são de nossa autoria
R&M





quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian

Tarde de Outono no jardim

Se vivêssemos em Lisboa, este seria o nosso jardim de eleição para passear e permanecer longas horas!
Há tanto para ver/viver neste jardim que as poucas vezes que lá fomos deixaram sempre saudades.
Lagos com patos, pequenas quedas de água, caminhos com jogos de sombras, a luz filtrada pela folhagem das árvores e até um pequeno bosque de bambus...Tanto para nos surpreender e encantar.
Na vegetação luxuriante de variadas espécies misturam-se cores, texturas e formas tão diversas! Os tons de Outono ainda só se vislumbram nas folhas dos plátanos...










O canto das aves acompanhou o nosso passeio. Os vários percursos do jardim não apresentam dificuldades, mesmo para maiores de sessenta. 

Podemos ir descansando frequentemente ao longo dos caminhos e retemperar as forças, com um pequeno lanche, num dos cafés do jardim.

Ocupa uma área com cerca de sete hectares e meio, distribuídos por jardim, sede da Fundação, anfiteatro ao ar livre, Centro de Arte Moderna, espaço de restauração e esplanadas. Fica situado no meio da cidade mas parece um lugar à parte.

Os sons da cidade diluem-se e, apesar de ser um jardim muito frequentado, é sempre possível encontrar um recanto tranquilo...