quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Outono



Tarde pintada 
Por não sei que pintor. 
Nunca vi tanta cor 
Tão colorida! 




Se é de morte ou de vida, 
Não é comigo. 

Eu, simplesmente, digo 
Que há fantasia 
Neste dia, 



Que o mundo me parece 
Vestido por ciganas adivinhas, 
E que gosto de o ver, e me apetece 
Ter folhas, como as vinhas. 
                                Miguel Torga

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Plantas silvestres


PLANTAS SILVESTRES
Borragem
     Borragem
Borago officinalis L.  

                                              
Família: Boraginaceae
Nome científico: Borago officinalis L.
Nome vulgar: Borragem
Planta herbácea anual.
Raiz aprumada.
Caule robusto e frequentemente ramificado que pode atingir mais de 50 cm de altura.
Folhas verdes alternas, cobertas de pêlos, ásperas e enrugadas que na base são pecioladas de forma ovada a lanceolada, podendo atingir 20 cm e no caule são mais pequenas e sésseis (possuem apenas limbo que se fixa directamente ao caule).
Flores com corola rodada de cor azul e anteras escuras (embora raramente possam surgir flores de corola branca).
Toda a planta está revestida de pêlos ásperos que funcionam como protecção e que podem causar alergias a algumas pessoas.
É uma planta mediterrânea que se encontra espalhada por todo o país, em especial no centro e sul, surgindo com frequência nos terrenos incultos ou de pousio, nas bermas dos caminhos e valas de recolha das águas pluviais.
É considerada uma planta medicinal, a que são reconhecidas propriedades depurativas, sudoríficas, diuréticas, laxativas e anti-inflamatórias.
Relatos muito antigos dizem que esta planta tem a capacidade de espantar a tristeza e trazer coragem, além de fazer as pessoas felizes, exercendo efeitos sobre o corpo e a mente. Na Roma antiga e na época dos Cruzados, os jovens soldados bebiam infusões de borragem para obterem coragem e ânimo antes das batalhas e nos seus mantos eram bordadas  flores azuis.
Hoje, ainda é utilizada na medicina popular mas estudos recentes provam que as suas folhas possuem alcalóides tóxicos, pelo que a sua ingestão é desaconselhável. O uso externo da planta continua a ser recomendado, se for orientado por especialistas.  
A borragem é uma boa planta melífera.
 As suas flores têm uma grande quantidade de néctar e, por isso, é muito procurada pelas abelhas.
A floração pode ocorrer desde o início da Primavera até ao final do Verão, dependendo da exposição da planta ao sol.
Das sementes da planta é extraído o óleo de borragem que é usado em problemas cutâneos, tanto por aplicação externa como por ingestão, o que só deve ser feito sob a orientação de especialistas.
A borragem é facilmente identificável pelas suas belas flores de corola de um azul intenso.
As flores têm uma série de utilizações medicinais e culinárias, além de poderem ser usadas em arranjos florais frescos.
Podem ser utilizadas em culinária, ao natural ou cristalizadas, na decoração de bolos, saladas… Podem ser congeladas em cuvetes com água e depois usadas para refrescar sumos ou batidos, produzindo um belo efeito decorativo.



As flores são, actualmente, a parte da planta mais utilizada para consumo já que o uso interno do resto da planta deve ser feito com muito cuidado.
A recolha das flores ou outras partes da planta deve ser feita em locais não poluídos e onde não tenham sido usados herbicidas.

Bibliografia:
* Raimundo, A.R. Fonseca e Cadete, António - Manual Ilustrado da Flora Portuguesa, Continente, volume II-INMP
*Schauer,TH, Caspari,C.- Guia de las Flores de Europa-Edições Omega, Barcelona, 1980
*Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais, Selecções do Reader?s Digest
*Enciclopédia de Plantas Aromáticas Medicinais, Selecções do Reader?s Digest

Fotografias e textos da  autoria  M.  (fcgc)
Realizado e já divulgado em 2016

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Outono

É Outono!
As folhas bailam no ar
Ao sabor da brisa outonal
E caem numa chuva de cores douradas.
Na terra que vai esfriando
Adormecem sementes
Sonhando com promessas de Primavera!
Em nós maiores de sessenta
Muda mais uma folha da página do tempo...
Outono, tempo de reflexão!
Com esperança vamos enfrentar mais um Inverno
Para renascermos nas manhãs de Primavera.
                                                                                 Mena

auto-retrato de Outono



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Outono

OUTONO
Desfolham-se as árvores
E as folhas, voando,
São aves ao vento.
Desfolham-se as árvores

E as folhas, caindo,
São tapetes no chão.


Desfolham-se as árvores
E os seus braços, nus,
Pedem um cobertor
De nuvens.

                                                                                     
Poema de Luísa Ducla Soares
 A primeira fotografia é de uma pintura de Amália Coelho.


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Outono



Chegou o Outono com a sua luz dourada a iluminar os nossos dias!

É Outono em nós!


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Cais Palafítico da Carrasqueira

Porto Palafítico da Carrasqueira

Há muito tempo que ouvíamos falar deste porto palafítico que é considerado único na Europa. Andávamos com curiosidade de visitar este lugar especial que fica situado na aldeia da Carrasqueira, no distrito de Setúbal, a poucos quilómetros de Alcácer do Sal e da aldeia/praia da Comporta.
As fotografias que víamos eram espectaculares, com os barcos reflectidos na água do rio e iluminados pela luz do pôr-do-sol!
Mas, das vezes que tivemos oportunidade de o visitar, o céu estava nublado, a maré estava baixa, os barcos assentes no lodo e por todo o lado havia redes velhas, plásticos e madeira a apodrecer! Faltou-lhe um pouco do brilho e colorido que esperavamos mas, ainda assim, valeu a pena! 



Os cais estão construídos sobre estacas de madeira enterradas no lodo e as passadeiras irregulares são feitas com madeiras de proveniências variadas. São centenas de metros, num quase labirinto que parece continuar a cumprir a função inicial de permitir que os pescadores tenham acesso aos barcos, sobretudo na maré baixa, quando estes ficam assentes no fundo lodoso do rio Sado.


O porto começou a ser construído, com engenho e arte, na década de 50 do século passado, por uma população com muitas necessidades e que viu no rio uma forma de ganhar o seu sustento. Foi por absoluta necessidade que aconteceu assim, não foi uma escolha! Quem havia de dizer que este porto palafítico se tornaria numa atracção turística, sendo visitado por milhares de pessoas durante todo o ano!




As redes e apetrechos de pesca são geralmente guardados em pequenas casas de madeira, algumas delas coloridas mas outras já muito deterioradas. Mas há redes e outros materiais espalhados um pouco por todo o lado…



A maré-baixa revela a parte menos bonita deste local… Há vários aspectos a melhorar para que este porto continue a ser um local de interesse turístico e continue a ser funcional.

Algumas zonas já estão a ser melhoradas, outras reconstruídas mas ainda há muito para fazer pois estas estruturas são de difícil conservação!



O sol a brilhar no céu azul e a maré cheia emprestarão um outro brilho e colorido a este local que, ao pôr-do-sol, deve ter outro encanto!
Mas isso ficará, para uma próxima visita com consulta prévia ao horário das marés! 
Os pescadores percorrem, com ligeireza, este labirinto de "caminhos" feitos de tábuas irregulares. Para os maiores de sessenta, sem grandes dificuldades de mobilidade, o percurso na fase inicial do cais é relativamente fácil, embora seja necessário estar muito atento pois os passadiços não são todos novos, alguns são muito irregulares e nem todos estão protegidos com postes laterais. É uma questão de equilíbrio, nem sempre fácil.





Na aldeia existem vários restaurantes onde poderá retemperar as forças com uma refeição de pescado da região.